Os tempos mudam, as pessoas também

Sempre costumava dizer, em situações difíceis, que o remédio das mesmas seria o passar do tempo. Bom, com o tempo, descobri que não era somente isso: as pessoas ao seu lado é que na realidade fazem a grande diferença. Eu venho aprendendo e muito na vida. Posso te dizer que sou um indivíduo extremamente diferente, de quando eu morria de amores por um garoto que não sentia o mesmo por mim. Na realidade, sempre fiquei na dúvida. Ele não chegou a dizer que sentia alguma coisa, pois no momento em que conversei com ele, não tive forças o suficiente para lhe perguntar... Ele não havia me dado espaço para isso... Somente disse calmamente que não era gay, e calou-se, até quando resolvi me despedir dele, quando eu logo estendi-lhe a mão, sugerindo que as coisas deixassem de estar estranhas entre a gente da maneira que estava, através desse gesto. Nada mais, nada menos. Ele cedeu. Depois, fui-me embora. A intenção era fazer com que as coisas ficassem menos estranhas, depois de tanta enrolação, para que pudéssemos ter uma conversa madura e direta para ver o que realmente estava acontecendo. Isso foi no final do ano passado. Nesse ano, nada realmente aconteceu, uma vez que resolvi que o melhor a ser feito seria esquecê-lo. Pelo incrível que pareça, ele passou a me olhar um pouco mais, provavelmente se perguntando o porque de eu ter parado de dar tanta atenção a ele. Ele estava no terceiro ano do ensino médio e eu no segundo, nesse ano letivo. Porém, nada realmente aconteceu, apesar de retornarem as dúvidas, se houve algum sentimento dele por mim, em alguns momentos. Fato é que alguma coisa teve. Mas ao invés de me comprometer de desvendar esse "mistério", preferi seguir em frente. Aprendi que tem certas coisas na vida que é melhor você não saber... Para quem não acompanhou a história, sugiro que leiam as postagens “Agonia do amor”, “Não há amor sem coragem (não há coragem sem amor)” (um resumo da história), e as outras que seguem a categoria “Um amor diferente”. A questão é que faz um tempo que não dedico um momento para refletir sobre esse assunto, o Lorenzo (garoto que amava). A minha verdadeira primeira intenção ao criar esse blog, foi de desabafar a respeito de todo o sentimento que eu possuía por aquele garoto, que, de tão grande que me atormentava. Eu ficava aflito, querendo uma resposta direta dele, e nada conseguia. E o sentimento só aumentava, ao passo que os olhares entre nós, apesar de distantes, eram frequentes. Um certo dia tinha resolvido dar uma olhada nos meus primeiros textos, que publiquei no site desabafo.ex, que hoje não está disponível, infelizmente. Estava considerando até futuramente escrever um livro sobre o que eu senti, sério mesmo. A minha reação foi totalmente diferente, mais racional, de quando eu era quando escrevia. Simplesmente parei para pensar que tudo aquilo realmente se passava de uma ilusão, fantasia... Um leitor tinha até comentado isso na época, e eu tinha ficado indignado. Mas agora eu entendo... Poderia sim escrever um livro sobre o que eu senti por ele, mas quer saber? Não... O meu passado não tem nada de novo a me dizer. Talvez, posso até considerar... Mas sabe, passei a encarar as coisas de um modo bem diferente. Passei a achar que Deus, parece até meio “trágico” falar isso, mas Deus me mostrou através da desativação daquele site que já era mais do que hora de eu esquecer toda aquela história, de abrir os olhos para as oportunidades que a vida estava me oferecendo no presente. Eu simplesmente estava tão cego de amor por aquele garoto que, deixava de enxergar muitas coisas, como a importância de ter uma melhor autoestima, de investir em mim mesmo, porque eu, sou o meu maior patrimônio. Mas sabe, foi bom ter passado por todo esse sofrimento, pois, através dele, percebi que eu sou uma pessoa interessante, que possuo muito amor para dar a alguém, que sou capaz de AMAR, e aquele amor era lindo! Mas não estava sendo concedido a alguém que realmente o merecia. Lá fora, o mundo possui bilhões de pessoas. Eu não posso dizer simplesmente que ninguém me ama sendo que nem cheguei a conhecer as inúmeras pessoas que possuem lá fora. A questão é simplesmente de aprender a explorar os meus horizontes, abrir os meus olhos e aproveitar as oportunidades da minha vida. Não é bom ficar sofrendo por uma única pessoa, ainda mais quando se trata de um amor particularmente “diferente”. O melhor a se fazer é aprender, acima de tudo, a se amar, pois só assim será capaz de amar outrem. Eu errei ao fazer isso: ao colocar o Lorenzo na frente do meu amor próprio, de pensar que aquele garoto era melhor do que eu, que ele nunca poderia gostar de mim, todas essas coisas negativas... Eu errei mas... Sabe? Não me envergonho. Claro, não saio dizendo para todo mundo que eu amei um garoto ou algo parecido, até porque não sou na realidade um garoto assumido, e nem pretendo realmente ser, porque ninguém tem nada a ver com minha vida. Mas se viverei correspondendo fielmente as expectativas dos outros? De forma alguma! Isso é suicídio. Portanto, chego à conclusão de que todas as dores, sofrimentos, “o que não nos mata, nos fortalece.” Você não pode mudar o seu passado, mas sim a sua reação em relação a ele. Simplesmente vou é ousar mais daqui para frente. Foi bom aprender assim... A dor te deixa mais forte... Claro, a felicidade é superestimada, algo que todo mundo quer. Mas as dificuldades te ensinam muito mais sobre você mesmo, são as que conduzem ao pensamento de que apesar dos altos e baixos, valeu a pena. E o que não era perfeito para gente, finalmente, acaba sendo... Aquele sentimento de que... As coisas eram para ser assim...

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